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eBook - The Rise and Fall of American Growth

The Rise and Fall of American Growth: The U.S. Standard of Living since the Civil War (The Princeton Economic History of the Western World)







































Robert J. Gordon, da Universidade Northwestern, é conhecido como um fanático por estatísticas e um dos maiores especialistas mundiais no cálculo dos índices de produtividade. Também é conhecido como um dos maiores adversários dos pregadores do “tecno-otimismo”, aqueles que defendem a ideia de que uma Quarta Revolução Industrial, com inovações como drones, robôs, carros sem motorista, inteligência artificial e drogas sob medida, trará para a economia um salto de produtividade sem precedentes – gente como Klaus Schwab, fundador do Fórum Econômico Mundial, que escreveu na revista Foreign Affairs: “Os custos de transporte e comunicação cairão, a logística e as cadeias de suprimento globais se tornarão mais eficientes e o custo do comércio diminuirá, tudo isso abrirá novos mercados e impulsionará o crescimento econômico”. 

Gordon é discípulo do Prêmio Nobel Robert Solow, que formulou nos anos 1980 o “paradoxo da produtividade”  – celebrizado na frase “vemos computadores por toda parte, menos nas estatísticas de produtividade”. Gordon sempre concordara com a leitura Solow: apesar do avanço, a era digital trouxera muito menos do que prometera em termos de produtividade e crescimento econômico. E, em economia, produtividade é o que importa. No início do mês, ele lançou um novo livro, que tem gerado um terremoto entre os economistas

Gordon contrapõe às fantasias de Davos a realidade dos números. E ela é duríssima. Depois do alento no final dos anos 1990, a economia americana começou em 2004 a viver a era de menor crescimento na produtividade nos últimos 150 anos. De acordo com Gordon, uma análise serena das promessas tecnológicas atuais revela que esse quadro não deverá mudar nos próximos 25 anos. “As maravilhas alcançadas pelos computadores e pela internet induziram muitos a crer que a taxa atual de progresso na economia é a mais rápida na história humana e se tornará ainda mais rápida no futuro”.

O erro nesse raciocínio, diz Gordon, é não saber distinguir o ritmo da inovação de seu impacto no crescimento,  avanço científico de progresso econômico. O livro de Gordon comprova com toneladas de quadros e uma narrativa histórica detalhada, desde 1870, que a era de maior revolução na economia ocorreu entre 1870 e 1920 e que, apesar dos benefícios da internet registrados entre 1994 e 2004, o ciclo digital se esgotou. Se você se interessa pelo debate, vale a pena ler ainda as resenhas do prêmio Nobel Paul Krugman, publicada no New York Times, de Eduardo Porter, também no Times, e deTyler Cowen, na Foreign Affairs. É possível discordar de Gordon, mas tome cuidado: não dá para criticar o livro dele sem ler e entender direitinho seus argumentos.


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